segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Acampamento

É, acampei. Poucas vezes fiz isso na minha vida. Sempre encontro motivos para não fazer. Mas dessa vez nao tive escolha, e sinceramente, nessas horas, vejo que sou um cara extremamente urbano.

Viajei a noite, trabalhei pela manha, e a tarde fui pro sítio. Pra começar a brincadeira, armar a barraca, no bom sentido, é claro, é um saco. Um calor do capeta e eu montando aquilo lá. Falar em calor, encher aqueles colchoes de ar, que tem que ficar pisando, dentro da barraca fechada pra nao entrar mosquitos foi o ápice do meu estade de calor.

No começo tudo um mar de rosas. Casa limpa, gente feliz, arrumando seus colchões e barracas. Alias, já começa por ai. Malditos colchões de ar. Desenrolei o meu dentro da barraca que dormi e começei. Pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa, pisa (........) pisa, pisa. Depois de meia hora pisando em cima do tal colhcao de ar, ele ja nao tá mais no nivel do solo. Tem um centimetro de altura. Demora muuito pra encher aquilo.

Depois fui tomar um banho no rio que tinha ali perto. Andar nas pedras nao é pra mim. Ainda mais aquelas, pedras ponteagudas. Quando tirei o chinelo que tava usando e pisei nas pedras, alem de ponteagudas estavam quentes. Aí pulei na agua e ela tava gelada pra cacete. Mas apesar de tudo, foi bom tomar aquele banho de rio. Menos a hora que tive a brilhante ideia de entrar com os tais chinelos na agua e perdi eles. Foram indo pela correntesza. Consegui pegar de volta, mas quase fui levado. Depois de todos esses problemas, nao poderia faltar, é claro, o churrasco. "E quem que nao gosta de um churrasco?"

Mas acredito que todo mundo precisa de uns dias fora do mundo. Desliguei meu celular, nao quis saber de ver tv, e fiquei lá, tocando violao, comendo churraco, tomando cerveja, e dando risada. E recomendo, apesar de nao ser fã e nao me dar bem na vida rural.

E pra finalizar esse texto, deixo claro que foi por uma boa causa que entrei de cabeça em toooda historia. Já vem desde a última viagem que fiz pra cidade mais pobre daqui de Santa Catarina. E realmente me sinto tão bem ao ver os olhos das crianças brilhando por um presente do papai noel, ou por um cachorro quente. Isso realmente faz a diferença completa na vida de um cara e abre os olhos para essa realidade contraria a que acredito que a maioria dos leitores desse texto tem. Não é ter tudo o que quer, mas tudo o que precisa. Onde pais e maes de familia dão o maior e melhor de todos seus esforços para fazer com que os filhos nunca tenham do que reclamar. Afinal, nao parece, mas a gente esquece que a vida lá fora nao é bem assim. Nao é o mundo de rosas que grande parte das pessoas acham que é. E que se continuarem a pensar com essa cabeça, vao ver que o buraco é mais em baixo, beeeem mais em baixo.

3 comentários:

marina disse...

adoreei, a viagem foi demais! Eu queria ter acampado, seria bem mais divertido hahahah pena que fiquei dentro de casa e não precisei nem montar a barraca nem encher o colchão de ar *o* ahhahahahahahah

marcelabornelli disse...

faz tempo que nao passo por aqui.. rsrss
bom texto, menino urbano.. adoro ser 'menina de apartamento', mas nao me importaria nem um pouco em conviver com aquela paisagem todos os dias! e enxer colchao de ar, nao é legal.. hahaa. mas eu gosto de acampar, é divertido. apesar de nao fazer isso a muuuitos anos! beijinhoss

tefa disse...

Adorei hahaha!
Familia é toda igual,só muda o sobrenome e a cidade!
Beijo